Cientistas criam miniaturas da massa cerebral

Pesquisadores da Academia Austríaca de Ciências do Instituto de Biotecnologia Molecular de Viena conseguiram criar, a partir de células-tronco, miniaturas da massa cerebral dos seres humanos, que vão permitir avanços no estudo do cérebro, já que com elas vai ser possível explorar áreas difíceis de serem estudadas em cérebros animais. “O cérebro do rato nem sempre é um bom sistema modelo para o cérebro humano. Nosso sistema permite estudar as características específicas do desenvolvimento do cérebro humano”, declarou o pesquisador da academia Juergen Knoblich.

Miniatura-Massa-Cerebral-Cerebro

Miniaturas da massa cerebral “abrem portas para o estudo de muitas áreas do cérebro humano”

Knoblich conta que o sistema em questão já foi usado para estudar a microcefalia, doença humana em que as pessoas que possuem têm cabeça e cérebro menores que o normal. As miniaturas da massa cerebral são colocadas junto ao cérebro da pessoa a ser estudada, e embora não sejam capazes de raciocinar, elas se moldam a ele e permitem o estudo do desenvolvimento daquela massa cerebral. O cientista explica que isso é possível devido à formação de um tecido chamado neuroectoderma, que se desenvolve no sistema nervoso.

Para o Biólogo da Universidade da Pensilvânia, Gong Chen, que não fez parte da pesquisa, esse é “um feito notável”, que “abrem portas para muitos estudos sobre o cérebro humano, usando neurônios humanos”. O pesquisador Juergen Knoblich ainda declarou que “em última análise, gostaríamos de passar para doenças mais comuns, como esquizofrenia e autismo”, mas ele afirmou que ainda é cedo para especular um prazo para que tais estudos utilizando o novo sistema aconteçam, de acordo com publicação do site NBC News, feita nesta quarta-feira (28).

O cientista explica que o processo de evolução das celulares-tronco em miniaturas da massa cerebral consiste em incorporar fragmentos do tecido em forma de gotas de gel para criar uma estrutura que vai guiar seu crescimento. Em seguida eles transferem as gotas para um biorreator de fiação que aumenta a absorção de nutrientes deles. Entre 20 e 30 dias após o começo desse processo, os resultados começam a aparecer e alguns elementos, como o tecido da retina e o córtex cerebral, podem ser notados.

Fonte





Artigos Relacionados

Assinar Newsletter

Mantenha-se informado sobre as novidades tecnológicas.

Anuncie conosco

Caso queira anunciar conosco, entre em contato através do email contato@tecnogeek.com.br